Que não perdamos a capacidade de ajudar os outros mesmo quando eles não possam ver e mesmo que não possam nos dar em troca sua gratidão.



SEJAM BEM VINDOS


ENTRE E SINTA-SE A VONTADE.

Aqui neste cantinho voce encontrará palavras de fé, de amor de estímulo e de paz.
O nosso objetivo é o de levar até voce os ensinamentos do Cristo, de forma simples, mas enriquecedora ao seu bem estar.
Que o amor, a bondade e a misericória divina ilumine a todos.
Muita luz e paz em nossos corações.

Beijos fraternos.
Dilemar Neto.

AVE MARIA NO VIOLINO. OUÇA ENQUANTO LÊ AS MENSAGENS.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O AMOR QUE TENHO É O QUE DOU.

 
". No seu início, o  homem não tem senão instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações;  mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento  é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas este sol interior...”
       Somente se dá  aquilo que se possui. Como, pois, exigir amor de alguém que ainda não sabe  amar?
       Como requisitar respeito e consideração  de criaturas que não atingiram o ponto delicado do sentimento que é o amor?
       Quem dá afeto recolhe a felicidade de  ver multiplicado aquilo que deu, mas somente damos de conformidade com aquilo  de que podemos dispor no ato da doação.


 Há diversidades de evolução no planeta.  Homens mal saídos da primitividade campeiam na sociedade moderna, ensaiando os  primeiros passos do instinto natural para a sensibilidade amorosa.
       Eis aqui uma breve relação de sintomas  comportamentais que aparecem nas criaturas, confundindo o amor que liberta e  deseja o bem da outra pessoa com a atração egoísta que toma posse e  simplesmente deseja:
       — Há indivíduos que, para conquistar os  outros e convencê-­los de suas habilidades e valores, contam vantagens,  persuadindo também a si mesmo, pois acreditam que para amar é preciso  apresentar credenciais e louros, satisfazendo assim as expectativas daqueles  que podem aceitá-lo ou recusá-lo.
       — Há criaturas que tentam amar  comprando pessoas, omi­tindo e negando suas necessidades e metas existenciais,  abandonando tudo que lhes é mais caro e íntimo e depois, por terem aberto mão  de todos os seus gostos e desejos, perdem o senti­do de suas próprias vidas,  terminando desastrosamente seus relacionamentos.
— Alguns delegam  o controle de si mesmos aos outros, cometendo assim, em “nome do amor”, o  desatino de renunciar ao próprio senso de dignidade, componente vital à  felicidade. Não é de surpreender que vivam vazios e torturados, pois  tornaram-se “um nada” ao permitirem que isso acontecesse.
— Outros tantos  usam da mentira, encobrindo realidades e escondendo conflitos.
Convictos de que  têm de ser perfeitos para ser amados, temem a verdade pelas supostas fraquezas  que ela possa lhes expor diante dos outros. Acabam fracassados afe­tivamente  por falta de honestidade e sinceridade.

— Certas  criaturas afirmam categoricamente que amam, mas tratam o ser amado como  propriedade particular. Por não confiarem em si mesmas, geram crenças cegas de  que precisam cuidar e proteger, quando na realidade sufocam e manipulam crian­do  um convívio insuportável e desgastante.
Uma das  características mais tristes dos que dizem saber amar é a atitude submissa dos  que nunca dizem “não”, convencidos de que, sendo sempre passivos em tudo,  receberão carinho e estima. Esse tipo de comportamento leva as pessoas a  concordar sempre com qualquer coisa e em qualquer momento, trazendo-lhes  desconsideração e uma vida insatisfatória.
Requisitar dos  outros o que eles ainda não podem dar é desrespeitar suas limitações emocionais,  mentais e espirituais, ou seja, sua idade evolutiva.
Forçar pais,  filhos, amigos e cônjuge a preencher o teu vazio interior com amor que não dás a  ti mesmo, por esqueceres teus próprios recursos e possibilidades, é insensato  de tua parte.
É dando que se  recebe; portanto, cabe a ti mesmo adminis­trar tuas carências afetivas e fazer  por ti o que gostarias que os outros te fizessem.  

Não peças amor e  afeto; antes de tudo, dá a ti mesmo e em seguida aos outros, sem mesmo cobrar  taxas de gratidão e reco­nhecimento. Importante é que sigas os passos de Jesus  na doação do amor abundante, sem jamais exigí-lo de ninguém e sem jamais  esquecer que és responsável pelos teus sentimentos.
Quanto aos  outros, sejam eles quem forem, responderão por si mesmos conforme o seu  livre-arbítrio e amadurecimento espiritual.

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